terça-feira, novembro 22, 2005

Final de ano com a mesma trilha sonora do ano passado..

Stress chegando aos limites extremos...não creio muito em inferno astral, mas se existe mesmo o meu chegou com uns 3 meses de antecedência. Ainda bem que mesmo no stress eu sou um cara sem neurose, traquilo, na tranquilidade, sem grilo (já falei dessa música antes). Não sei se foi psicológico, mas hoje eu comecei a acreditar que a nicotina realmente faz relaxar. Mas tô fora! Enquanto isso aguardo meu agente de viagens paranaense me enviar informações sobre o meu exílio...


Não sei qual a explicação, mas alguma coisa me fez voltar a ouvir um CD que eu ouvi muito nesta mesma época, no ano passado, Chico Buarque - Político. Uma coletanêa com as músicas do Chico na época da ditadura. Uma das que eu mais gosto é "Tanto Mar". Essa música fala da Revolução dos Cravos, movimento que aconteceu no ano de 1974, em Portugal para dar fim ao regime salazarista, que durou 48 anos. O cravo é a flor nacional portuguesa e o povo saiu as ruas com cravos na mão. Pois bem, o subversivo Chico, quis homenagear os patrícios...e se deu mal!

Quem em sã conciência iria homenagear uma revolução portuguesa, esperando que ela desse certo e motivasse o povo da terra brasilis? Pois bem, a Revolução dos Cravos passou por uma reviravolta poucos meses depois e acabou gerando um regime tão bacana como o do Salazar, o que fez o Chico mudar a letra da música. Português só dá trabalho! Alô, patrícios, é brincandeira! Me lembrei de um garçom do Esquimó, que é português e ficava uma arara quando a gente chamava ele de Espanhol. Teve um dia que ele até puxou uma pexeira pro Tito e a gente passou a chamar ele de Cearense!

Mais voltando a música. Segue a letra, na versão final, que estou ouvindo e na versão original.

TANTO MAR
1978
(segunda versão)


Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim




TANTO MAR
1975
(primeira versão)*


Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

* Letra original,vetada pela censura; gravação editada apenas em Portugal, em 1975.




Quem quizer ouvir é só procurar em algumas das rádios existentes na WEB.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tá parecendo um viado.

Anônimo disse...

eu, né???
E você neste video, parece o que?

http://media.putfile.com/fn_floripa194

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